Poucas rivalidades no esporte mundial carregam tanto peso quanto Brasil x Argentina. Vizinhos, donos de 8 das 22 Copas do Mundo já disputadas até 2022 e protagonistas de duelos que já decidiram Copas América e eliminatórias de Mundial, os dois países dividem o apelido de “Superclássico das Américas” há mais de um século de confrontos. Entenda de onde vem esse nome, o retrospecto geral e os capítulos mais marcantes dessa rivalidade.
De onde vem o nome “Superclássico das Américas”
O apelido tem raiz em uma competição específica: a Copa Roca, criada em 1914 por iniciativa do então presidente argentino Julio Argentino Roca, para formalizar os duelos entre as seleções de Brasil e Argentina. O torneio teve 11 edições até 1976, com 7 títulos do Brasil, 3 da Argentina e 1 dividido entre os dois países, em 1971. A competição foi retomada em 2011, rebatizada como Copa Nicolás Leoz, com o Brasil vencendo as três edições disputadas antes de a disputa ser novamente interrompida. Com o tempo, o apelido “Superclássico das Américas” passou a ser usado para qualquer confronto entre as duas seleções, dentro ou fora da Copa Roca.
O retrospecto geral: uma rivalidade equilibrada
Considerando todos os confrontos oficiais entre as seleções principais, o retrospecto é um dos mais equilibrados do futebol mundial: em 109 jogos, o Brasil venceu 43, a Argentina venceu 40 e houve 26 empates, com 165 gols marcados pelos brasileiros contra 160 dos argentinos. É uma diferença mínima para mais de um século de disputas, o que só reforça o status de maior rivalidade continental do futebol sul-americano.
Os capítulos mais dramáticos do Superclássico
Dois jogos resumem bem o peso emocional dessa rivalidade. Em 1990, nas oitavas de final da Copa do Mundo da Itália, a Argentina de Diego Maradona eliminou o Brasil favorito com gol de Claudio Caniggia, em jogada iniciada pelo próprio Maradona driblando a marcação brasileira — um trauma que o torcedor brasileiro carregou por anos. Já em 2021, o roteiro se repetiu no maior palco possível para o Brasil: na final da Copa América, disputada no Maracanã, a Argentina de Lionel Messi venceu por 1 a 0, gol de Ángel Di María, dando ao craque argentino o primeiro título da seleção principal em sua carreira e encerrando um jejum argentino de 28 anos sem taças importantes.
De Pelé e Maradona a Ronaldo e Messi
Parte do que sustenta essa rivalidade é a sucessão de duelos entre os maiores craques da história de cada país: Pelé e Maradona nunca se enfrentaram em campo em uma Copa do Mundo, mas suas gerações protagonizaram clássicos memoráveis nos anos 1970 e 1980. Décadas depois, foi a vez de Ronaldo, Ronaldinho e Neymar do lado brasileiro cruzarem caminho com Messi pelo lado argentino, em Copas América, eliminatórias e amistosos que seguiram alimentando o status do Superclássico como o duelo mais aguardado da América do Sul.
Perguntas frequentes
Por que os jogos entre Brasil e Argentina são chamados de Superclássico das Américas?
O apelido remonta à Copa Roca, torneio bilateral criado em 1914 entre as duas seleções. Com o tempo, o nome passou a ser usado para qualquer confronto entre Brasil e Argentina, não apenas os disputados por aquele troféu específico.
Quem tem vantagem no retrospecto geral entre Brasil e Argentina?
O Brasil leva ligeira vantagem: em 109 jogos, são 43 vitórias brasileiras, 40 vitórias argentinas e 26 empates — uma diferença mínima que mostra o quão equilibrada é essa rivalidade histórica.
Qual foi o jogo mais marcante entre as duas seleções nos últimos anos?
A final da Copa América de 2021, no Maracanã, quando a Argentina venceu por 1 a 0 com gol de Di María e deu a Messi seu primeiro título com a seleção principal, quebrando um jejum argentino de 28 anos.
Fontes
Lance! — Brasil x Argentina: retrospecto e estatísticas
Wikipédia — Superclássico das Américas
Para conhecer mais sobre um dos principais palcos dessa rivalidade e outra final histórica disputada ali, veja nossos textos sobre a Copa América e sobre o Maracanaço de 1950.



