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Campeonato Brasileiro Feminino: História, Formato e Evolução

Jogadoras de futebol feminino brasileiro em campo, cenário que evoluiu com a criação do Brasileirão Feminino. Foto: Allan Patrick, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons

O Brasileirão Feminino só passou a existir, na sua forma atual, em 2013 — mas a história por trás dele começa décadas antes, com o futebol praticado por mulheres proibido por lei no Brasil por quase quarenta anos. Entender essa trajetória ajuda a explicar por que a competição de clubes ainda está em plena expansão, com mudanças de formato quase todo ano.

Da proibição legal ao início do profissionalismo

Em 14 de abril de 1941, um decreto-lei do Conselho Nacional de Desportos classificou o futebol entre as práticas “incompatíveis com a natureza feminina”, proibição que só foi oficialmente revogada em 1979 e regulamentada na prática em 1983 — quase quatro décadas em que mulheres foram legalmente impedidas de jogar futebol competitivo no país. A primeira Seleção Brasileira feminina organizada só entrou em campo em 1988. Esse capítulo da proibição é tratado com mais profundidade no texto sobre a história da Seleção Brasileira Feminina; aqui o foco é o que aconteceu depois, no futebol de clubes.

A criação do Brasileirão Feminino em 2013

Foi só em 2013 que a CBF organizou oficialmente o primeiro Campeonato Brasileiro Feminino de clubes, décadas depois do equivalente masculino. Desde então, a competição vem crescendo em número de times, investimento e visibilidade, acompanhando o boom global do futebol feminino puxado por Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

Como funciona o formato atual

Na edição de 2026, a Série A1 tem 18 clubes, um aumento em relação aos 16 times de temporadas anteriores. A primeira fase é disputada em turno único — cada time enfrenta todos os adversários uma única vez, ao longo de 23 rodadas — e os oito melhores colocados avançam para o mata-mata, com quartas de final, semifinal e final decididos em jogos de ida e volta. Os dois últimos colocados da tabela caem para a Série A2. A CBF também aumentou a premiação: o campeão de 2026 recebe R$ 2 milhões, o vice R$ 1 milhão, e cada clube participante ganha uma cota de R$ 720 mil, o dobro do valor pago em 2025.

Corinthians, o maior campeão da competição

Nenhum clube dominou o Brasileirão Feminino como o Corinthians. Em setembro de 2025, o time venceu o Cruzeiro na decisão e conquistou o hepta — o sétimo título da competição, consolidando a distância para o segundo maior campeão, a tradicional Ferroviária, de Araraquara, com duas taças. O domínio corintiano reflete o investimento pesado do clube no futebol feminino desde a década de 2010, quando poucos rivais ainda tratavam a modalidade como prioridade.

Perguntas frequentes

Em que ano o Brasileirão Feminino foi criado?

A CBF organizou a primeira edição oficial do Campeonato Brasileiro Feminino de clubes em 2013.

Quantos times disputam a Série A1 em 2026?

Dezoito clubes, um aumento em relação aos 16 times das edições anteriores, com os dois últimos colocados caindo para a Série A2.

Qual clube tem mais títulos do Brasileirão Feminino?

O Corinthians, com sete títulos conquistados até setembro de 2025, muito à frente da Ferroviária, segunda maior campeã, com duas taças.

Fontes

Agência Brasil — Corinthians vence Cruzeiro e conquista o hepta do Brasileirão Feminino e Lance! — Decreto-lei que proibiu o futebol feminino completa 80 anos.

A ascensão do futebol de clubes é só um lado da história recente das mulheres no esporte no Brasil — para conhecer premiações individuais da modalidade, veja a Bola de Ouro Feminina, e para entender o capítulo da proibição legal com mais detalhes, confira a história completa da Seleção Brasileira Feminina.

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