Fuleco, o tatu-bola mascote da Copa do Mundo de 2014, durante a Copa das Confederações de 2013 no Maracanã (foto: Minerva97, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons)

Mascotes da Copa do Mundo: A História do Fuleco e Outros Símbolos do Mundial

Desde 1966, toda Copa do Mundo tem um mascote oficial, criado para dar identidade visual ao torneio e vender produtos licenciados. A ideia nasceu de uma estratégia comercial inglesa e se transformou em tradição, passando por bichos, bonecos e até um tatu-bola brasileiro que, apesar da rejeição inicial, se tornou símbolo de uma das Copas mais lembradas pelos brasileiros.

World Cup Willie: o pioneiro de 1966

O primeiro mascote oficial da história das Copas do Mundo foi “World Cup Willie”, criado para o Mundial da Inglaterra em 1966. Era um leão antropomórfico, com topete ao estilo dos Beatles, vestindo uma camisa com a bandeira do Reino Unido e a inscrição “World Cup”. A criação, idealizada pela empresa Walter Tuckwell & Associates, tinha um objetivo comercial claro: ampliar a variedade de produtos licenciados do torneio além do símbolo oficial. A estratégia funcionou tão bem que gerou cerca de 4 milhões de libras em vendas de produtos e 200 mil libras em royalties para a federação inglesa de futebol.

Fuleco: o tatu-bola da Copa de 2014

No Brasil, o mascote escolhido para a Copa do Mundo de 2014 foi batizado de “Fuleco”, nome que combina as palavras “futebol” e “ecologia”. A escolha foi decidida por votação popular, divulgada no programa Fantástico, da Rede Globo, em 26 de novembro de 2012: Fuleco obteve 48% dos votos, superando as opções “Zuzeco” (31%) e “Amijubi” (21%). O personagem é um tatu-bola, espécie nativa do Nordeste brasileiro e ameaçada de extinção, o que reforçava o apelo ambiental da escolha. Apesar disso, o mascote enfrentou rejeição inicial por parte do público, e réplicas infláveis do personagem chegaram a ser atacadas e destruídas em algumas cidades do país.

Uma tradição que atravessa décadas

Depois de Willie, praticamente toda Copa do Mundo passou a ter seu próprio mascote, geralmente ligado à cultura do país-sede. A prática se consolidou como parte do merchandising oficial dos Mundiais organizados pela FIFA, com mascotes aparecendo em produtos, estádios e campanhas publicitárias. Para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México, a FIFA apresentou três mascotes simultâneos — Clutch, Maple e Zayu —, cada um representando um dos países-sede.

Perguntas frequentes

Qual foi o primeiro mascote de uma Copa do Mundo?

Foi “World Cup Willie”, um leão antropomórfico criado para a Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966, com o objetivo principal de ampliar as vendas de produtos licenciados do torneio.

Por que o mascote da Copa de 2014 se chamava Fuleco?

O nome é a junção das palavras “futebol” e “ecologia”, escolhido por votação popular em novembro de 2012. O personagem é um tatu-bola, espécie nativa do Brasil e ameaçada de extinção.

O Fuleco foi bem recebido pelo público brasileiro?

Não imediatamente. O mascote enfrentou rejeição inicial, com réplicas infláveis sendo atacadas e destruídas em algumas cidades, antes de se tornar um símbolo mais aceito associado à Copa do Mundo de 2014.

Fontes

Para reviver a campanha que tornou o Brasil tricampeão mundial, confira a história da Copa do Mundo de 1958. E para conhecer outro símbolo icônico da Seleção Brasileira, veja a história da camisa amarela.

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