Todo mundo já gritou "vai no VAR!" durante uma partida, mas poucos torcedores sabem exatamente o que acontece dentro daquela cabine com telas ligada a cada lance polêmico. O protocolo é mais rígido — e mais limitado — do que muita gente imagina, e em 2026 ele ganhou uma atualização importante que muda o que pode e o que não pode ser revisado em campo.
O sistema de arbitragem de vídeo usado no Brasileirão segue os protocolos estabelecidos pelo International Football Association Board (IFAB) e opera a partir de uma cabine especializada, a VOR (Video Operation Room, ou Sala de Operação de Vídeo), equipada com monitores de alta definição e acesso a todas as câmeras da transmissão oficial da partida.
Dentro dessa cabine, quatro profissionais trabalham em conjunto:
Diferente do que muitos torcedores pensam, o VAR não revisa qualquer lance duvidoso. O protocolo do IFAB limita a intervenção a apenas quatro cenários:
O processo segue um roteiro bem definido. Primeiro, acontece a "checagem silenciosa": o VAR analisa o lance sem interromper o jogo. Se um erro claro é identificado, o VAR entra em contato por rádio com o árbitro principal. A partir daí, o árbitro de campo tem duas opções: aceitar a recomendação diretamente, ou ir até a beira do campo rever a jogada na tela lateral antes de tomar a decisão final — o chamado "on-field review".
Em agosto de 2026, a CBF aprovou um pacote de nove novas regras para o futebol brasileiro, válidas imediatamente para todas as divisões, a Copa do Brasil e o Brasileiro Feminino A1. As mudanças foram testadas na Copa do Mundo de 2026 e representam, nas palavras do presidente da CBF, Samir Xaud, uma "reestruturação do futebol brasileiro" construída em diálogo com os clubes.
A principal mudança para o VAR: agora ele pode revisar expulsões por segundo cartão amarelo — algo que antes ficava de fora do protocolo. Outras novidades relevantes do pacote:
A CBF também comprometeu R$ 200 milhões em investimentos para a arbitragem entre 2026 e 2027, com o objetivo declarado de tornar o jogo "mais fluido" e com "menos interrupções".
Não. O protocolo do IFAB restringe as revisões a quatro situações específicas: gols, pênaltis, cartões vermelhos diretos (incluindo agora o segundo amarelo, desde a atualização de 2026) e casos de confusão de identidade do jogador punido.
A decisão final é sempre do árbitro principal em campo. O VAR apenas recomenda uma revisão; o árbitro pode aceitar a sugestão ou ir pessoalmente rever o lance na tela lateral antes de decidir.
Porque toda vez que a bola entra no gol, o VAR faz uma checagem automática e silenciosa por impedimento e por faltas durante a jogada de construção, mesmo que a arbitragem em campo já tenha assinalado o gol — esse processo pode levar alguns segundos até a confirmação aparecer no telão.
Lance! — Como funciona o VAR no Brasileirão e Gazeta Esportiva — CBF aprova novas regras do futebol brasileiro.
Quer entender o restante do regulamento por trás do campeonato? Confira também nosso guia sobre as regras do Campeonato Brasileiro e o resumo da recente rodada do Brasileirão.
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