Por vinte anos, o Estatuto do Torcedor foi a principal referência legal para quem vai ao estádio no Brasil. Em 2023, porém, essa lei foi revogada e substituída pela Lei Geral do Esporte, que trouxe mudanças profundas na forma como clubes e órgãos públicos tratam a segurança e o acesso do torcedor. Entenda o que mudou.
Sancionado em 15 de maio de 2003, o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671) foi a primeira legislação brasileira dedicada especificamente a tratar o torcedor como consumidor de esportes. A lei criou a figura do Ouvidor da Competição, estabeleceu regras de transparência para clubes e federações, e definiu penalidades para dirigentes que descumprissem as normas de organização dos campeonatos.
Em 15 de junho de 2023, o Estatuto do Torcedor foi revogado e substituído pela Lei Geral do Esporte, que unificou em um único texto diversas legislações esportivas anteriores, entre elas a Lei Pelé, a Lei de Incentivo ao Esporte e a Lei do Bolsa Atleta. Um dos pontos mais debatidos da nova lei foi a exigência de identificação biométrica facial obrigatória em arenas com capacidade superior a 20 mil pessoas.
Desde a entrada em vigor da regra, torcedores de estádios grandes passaram a precisar se cadastrar com biometria facial para ter acesso às partidas. O sistema se conecta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão e já resultou na identificação de foragidos em operações de segurança em diferentes estados. Clubes como o Palmeiras relataram aumento expressivo no número de sócios-torcedores e no público de mulheres e crianças nos jogos após a adoção da tecnologia.
A Lei Geral do Esporte também endureceu as regras para torcedores e integrantes de torcidas organizadas flagrados em episódios de violência, invasão de campo ou conduta discriminatória, prevendo banimento de até cinco anos dos estádios para quem for condenado por essas infrações.
A obrigatoriedade da biometria facial também gerou críticas de especialistas em direitos digitais e segurança pública, que apontam riscos à privacidade dos torcedores e possíveis falhas de reconhecimento que variam conforme raça e gênero. O debate sobre como equilibrar segurança e privacidade nos estádios brasileiros deve continuar nos próximos anos, à medida que mais arenas implementam o sistema.
Não. O Estatuto do Torcedor foi revogado em 15 de junho de 2023 pela Lei Geral do Esporte, que passou a regular os direitos do torcedor e a organização das competições esportivas no Brasil.
A Lei Geral do Esporte exige identificação biométrica facial e monitoramento por imagem nas catracas de arenas com capacidade para mais de 20 mil espectadores.
Torcedores condenados por violência, invasão de campo ou conduta discriminatória podem ser banidos dos estádios por até cinco anos, segundo as regras da Lei Geral do Esporte.
Estatuto do Torcedor — WikipédiaReconhecimento facial amplia público nos estádios e reforça segurança — Agência Brasil
Quer entender melhor como os clubes se relacionam com seus torcedores? Leia também sobre o modelo de sócio-torcedor e sobre a história das torcidas organizadas no Brasil.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!