Nenhum nome é mais sinônimo de futebol feminino brasileiro do que Marta. Nascida em Dois Riachos, no interior de Alagoas, em 19 de fevereiro de 1986, ela construiu uma carreira que a coloca, por critérios estatísticos, como a maior artilheira da história das Copas do Mundo — somando futebol masculino e feminino. Mais do que números, Marta se tornou símbolo da luta por espaço e reconhecimento do futebol praticado por mulheres no Brasil.
Marta começou a se destacar ainda jovem no Centro Sportivo Alagoano (CSA), antes de se transferir para o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, em 2000. Passou ainda pelo Santa Cruz, de Minas Gerais, antes de embarcar para a Europa, onde defendeu o Umeå IK, da Suécia, um dos primeiros grandes passos de sua carreira internacional. Depois, rodou por clubes nos Estados Unidos — como Los Angeles Sol, FC Gold Pride e Western New York Flash — e voltou à Suécia, onde hoje defende o FC Rosengård.
O recorde mais emblemático de Marta é também um dos mais impressionantes do futebol mundial: com 17 gols marcados em Copas do Mundo — somando cinco edições do torneio feminino, entre 20 jogos disputados —, ela é a maior artilheira da história de Copas do Mundo, à frente de qualquer jogador ou jogadora, homem ou mulher. As duas jogadoras mais próximas desse número são a alemã Birgit Prinz e a norte-americana Abby Wambach, ambas com 14 gols em Copas.
Marta também detém outro recorde histórico: foi a primeira pessoa, entre homens e mulheres, a vencer o prêmio de melhor jogadora do mundo da FIFA por seis vezes. Ela conquistou o prêmio de forma consecutiva entre 2006 e 2010 (cinco edições seguidas) e voltou a vencê-lo em 2018, já sob o formato "The Best FIFA Women's Player". Antes disso, também havia recebido a Bola de Ouro da revista France Football em 2004 e 2007.
Pela Seleção Brasileira, Marta conquistou duas medalhas de prata olímpicas, em Atenas 2004 e Pequim 2008, além de ouros em Jogos Pan-Americanos em 2003 e 2007. Sua trajetória ajudou a pavimentar o crescimento do futebol feminino no Brasil, décadas depois de a modalidade ter sido oficialmente proibida no país entre 1941 e 1979 por decreto federal — um capítulo que o próprio sucesso de Marta contribuiu para apagar da memória recente do esporte nacional.
Marta soma 17 gols em Copas do Mundo, disputados ao longo de cinco edições do Mundial feminino, o que a torna a maior artilheira da história de Copas do Mundo, considerando futebol masculino e feminino.
Seis vezes. Ela venceu o prêmio de melhor do mundo da FIFA de forma consecutiva entre 2006 e 2010, e voltou a vencê-lo em 2018, se tornando a primeira pessoa, entre homens e mulheres, a alcançar essa marca.
Marta passou pelo Centro Sportivo Alagoano (CSA) na base, depois defendeu o Vasco da Gama e o Santa Cruz antes de iniciar a carreira internacional na Europa e nos Estados Unidos.
Lance! — Quem são as maiores artilheiras da história da Copa do Mundo FemininaeBiografia — Marta Vieira da Silva
Para saber mais sobre o contexto do futebol feminino no Brasil, veja também a história da Seleção Brasileira Feminina e do prêmio Bola de Ouro Feminina.
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