Criada pela Lei 14.193, de 2021, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) mudou a forma como parte dos clubes brasileiros administra o futebol profissional. Em 2026, segundo levantamento da Renova Invest, o modelo já está presente em 6 clubes da Série A e 9 da Série B, incluindo nomes diretamente ligados à cobertura recente do Papo de Futebol, como o Vasco e o Botafogo.
A lei permite que o futebol profissional de um clube passe a ser administrado como uma empresa com fins lucrativos — a SAF. O clube de origem, antes associação sem fins lucrativos, passa a ser acionista dessa nova empresa, que pode receber investidores privados, emitir ações e distribuir dividendos, nos moldes de qualquer sociedade anônima comum.
Um dos exemplos mais lembrados do novo modelo é a compra da SAF do Cruzeiro por Ronaldo Nazário, em 2022, quando o ex-jogador adquiriu 90% das ações por R$ 400 milhões. O caso é tratado como um dos primeiros grandes testes do formato, em um clube historicamente endividado que buscava justamente nesse tipo de investimento uma saída para sua situação financeira.
Atualmente, Botafogo, Cruzeiro, Bahia, Vasco da Gama, Atlético-MG e Fortaleza são os seis clubes da Série A organizados como SAF, segundo o levantamento. O Vasco, segundo a mesma fonte, passa por um processo de reestruturação após dificuldades do grupo investidor responsável pela compra da SAF do clube, mostrando que o modelo não elimina riscos de gestão, apenas muda sua estrutura jurídica.
O modelo também já é maioria relativa na Série B, com 9 clubes organizados como SAF em 2026, segundo o mesmo levantamento, embora a reportagem consultada não detalhe individualmente quais são. O crescimento na segunda divisão reforça a avaliação, compartilhada por entidades como o Senado Federal, de que a lei ajudou parte dos clubes brasileiros a equacionar dívidas antigas e atrair capital externo.
SAF é a Sociedade Anônima do Futebol, criada pela Lei 14.193/2021, que permite transformar o futebol profissional de um clube em uma empresa com fins lucrativos, capaz de receber investidores e distribuir dividendos.
Seis clubes da Série A são organizados como SAF em 2026: Botafogo, Cruzeiro, Bahia, Vasco da Gama, Atlético-MG e Fortaleza.
Em 2022, Ronaldo Nazário comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro por R$ 400 milhões.
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