Poucos temas dividiram tanto o futebol brasileiro nos últimos anos quanto o gramado sintético. Com clubes como o Palmeiras utilizando piso artificial no Allianz Parque, a CBF precisou regulamentar o uso desse tipo de campo nas competições nacionais, equilibrando os interesses dos mandantes com as críticas de jogadores e técnicos.
O que motivou a polêmica
A discussão ganhou força à medida que mais clubes avaliaram investir em gramados sintéticos ou híbridos, buscando reduzir custos de manutenção e permitir o uso do estádio para outros eventos, como shows. Jogadores de destaque, como Neymar e Lucas Moura, se manifestaram publicamente contra o piso artificial, alegando maior risco de lesões e um estilo de jogo pouco compatível com as características do futebol brasileiro.
O que a CBF decidiu para o regulamento
No regulamento geral de competições, o artigo 24 autoriza os clubes a mandarem suas partidas em campos de grama sintética, desde que atendam aos padrões técnicos exigidos pela própria CBF no regulamento.
As garantias para o time visitante
Para equilibrar a disputa, a regra também prevê direitos específicos ao time visitante: a equipe pode vistoriar o gramado no dia anterior à partida, ainda que apenas caminhando pelo campo, sem uso de chuteiras ou treino. Além disso, se solicitado com pelo menos 10 dias de antecedência, o visitante tem direito a um treino no estádio no dia do jogo; caso isso não seja possível, o clube mandante deve oferecer um campo sintético equivalente em seu centro de treinamento.
A reação dos clubes
O debate também gerou embate institucional: o Flamengo apresentou à CBF uma proposta para padronizar os gramados do Brasileirão a partir de 2027, o que gerou discussão pública entre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o dirigente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, evidenciando que o tema ainda está longe de um consenso entre os clubes.
Um debate que deve continuar
Enquanto a CBF mantém a permissão para o uso de gramados sintéticos que atendam aos critérios técnicos, a discussão sobre padronização segue como um dos temas mais sensíveis da pauta entre clubes, jogadores e a própria confederação nas próximas temporadas.
Perguntas frequentes
É permitido jogar o Brasileirão em gramado sintético?
Sim, o artigo 24 do regulamento geral da CBF autoriza o uso de gramados sintéticos, desde que o campo atenda aos padrões técnicos exigidos.
Quais direitos o time visitante tem diante de um gramado sintético?
O visitante pode vistoriar o campo no dia anterior ao jogo e, se solicitado com antecedência mínima de 10 dias, treinar no estádio ou em campo sintético equivalente no CT do mandante.
Quais jogadores já criticaram publicamente o gramado sintético?
Neymar e Lucas Moura estão entre os atletas que se manifestaram contra o uso do piso artificial, citando risco de lesões.
Fontes
- ESPN — CBF autoriza gramado sintético na próxima edição do Brasileirão
- Lance! — Após debate sobre gramado sintético, CBF define regras para o Brasileirão
Para entender outras regras que valem para o campeonato, veja também Regras do Campeonato Brasileiro e Como Funciona o VAR no Brasileirão.



